Najim acabara de completar o último módulo do seu curso de bombista suicida. Sabia tudo o que havia a saber sobre bombas, bombinhas e bombocas.
Armava e desarmava uma bomba de olhos fechados enquanto ouvia o "My heart will go on" da Celine Dion. Exactamente 4 minutos e 34 segundos.
Fora o melhor aluno que a BUM (Blow up masters) University já havia licenciado.
Estava preparado e motivado para ir para o terreno mas nunca mais era chamado. Meses passaram e Najim começava a ficar impaciente. Havia sempre uma desculpa para não ser convocado. Missão após missão aumentava a tensão, mas Najim aguentava conforme podia.
Um dia convocaram Achmed, um aluno com uma média muito inferior à sua.
Aí Najim não aguentou mais e explodiu!
quinta-feira, 7 de abril de 2016
terça-feira, 22 de março de 2016
Terrorista Tuga
O aeroporto de Lisboa foi evacuado devido a um pacote abandonado na zona do Check-in.
É tão ténue a linha que separa um terrorista de um simples badalhoco...
quarta-feira, 16 de março de 2016
Honestamente corrupto
Segundo o mais recente ministro Brasileiro Lula da Silva, toda a sua fortuna é o furto de muitos anos de trabalho.
(autor anónimo)
(autor anónimo)
segunda-feira, 14 de março de 2016
Morte vs riqueza
Quando morreu o Eusébio, Portugal ficou mais pobre.
Quando morreu António Feio, Portugal ficou mais pobre.
Quando morreu José Boavida, Portugal ficou mais pobre.
Agora que morreu Nicolau Breyner, Portugal ficou mais pobre.
Quando morreu António Feio, Portugal ficou mais pobre.
Quando morreu José Boavida, Portugal ficou mais pobre.
Agora que morreu Nicolau Breyner, Portugal ficou mais pobre.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
"Sobremesa"
Mais um dia havia que findado e as preocupações laborais deixadas para trás. Depois de um jantar cuja ementa já não me recordo, regado com um vinho tinto do qual nada sei, era chegada a altura da "sobremesa".
Tudo em volta desapareceu como que se de uma encenação momentânea se tratasse. Como que se a vida não passasse de uma sucessão de cenários construídos e programados, e nós não passássemos de pequenos fantoches vivendo e revivendo a triste história que um medíocre argumentista deixou sobre a mesa de um bar, na sua por si só medíocre vida outrora escrita por outro idiota ainda pior. Uma pobre sucessão de bêbados rabiscando a vida real!
Naquele momento éramos uno, ou pelo menos estavamos prestes a ser.
De tons quentes algures entre o amarelo e o vermelho lá estava ela, inerte. Nunca lhe havia conhecido outras cores e ainda bem, estas sempre a haviam favorecido.
E o seu cheiro? Um toque de fogo timidamente cortado por um aroma cítrico que inebriava quem se atrevia a passar perto. Esse cheiro que eu trazia na memória desde sempre. Desde o tempo em que nem eu próprio tinha consciência disso.
Puxei-a para mim e calmamente comecei a descobri-la. Fi-lo sem pressas. Porquê apressar um momento que os próprios Deuses fariam parar se assim lhes pedisse?
Aos poucos o seu interior revelava-se e era tão perfeito quanto imaginara. A sua fragrância natural intensificava-se cada vez mais, roubando-me a concentração segundo a segundo.
Já não me dominava. Já não a dominava. Tudo estava na mão do acaso. Na minha mente ribombava furiosamente uma e outra vez um cru e rude pensamento... "Eu vou comer-te!"
Já não me dominava. Já não a dominava. Tudo estava na mão do acaso. Na minha mente ribombava furiosamente uma e outra vez um cru e rude pensamento... "Eu vou comer-te!"
E como que se o seu corpo se dividisse em perfeitas porções, uma após a outra iam deixando de fazer parte de si e entravam no espaço meu ser.
Poucos minutos embora intensos haviam passado e era chegado o momento pelo qual tanto havia esperado. O momento no qual culminavam e ganhavam sentido todos os momentos que o haviam antecedido. "O último gomo".
A intensidade do acto deixara nas minhas mão a sua essência tornando-as trapaceiras e escorregadias. Foi então que o meu mundo ruiu. Como que em câmara lenta vi aquele "último gomo" escapar-me das mãos, sucumbindo inanimado nas tábuas do velho soalho sem que nada pudesse fazer.
Senti um nó no estômago. A minha vontade era explodir. Merda...
Isto não pode estar a acontecer. Não comigo! Não agora!
Haverá pior sentimento que estar a comer uma laranja e o último gomo cair ao chão?
Merda! Merda!! Merda!!!
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