domingo, 11 de novembro de 2012
Assim não dá!
Mas que raio, estava cheio! Cheio de tanto vazio.
Não aguentava mais o que ainda estava por vir.
Não aguentava mais ouvir o ruído provocado por tanto silêncio.
A sua vida? Andava meio parada, é um facto.
Calmamente se apressou e se lançou num inerte movimento, ansioso por sentir o amargo sabor de um doce, a saudade do que ainda não vivera. Sentia-se ébrio de tanta sobriedade. Cansado de descansar!
Resolveu dar uma volta à chuva. Foi ao médico. Pensava saber o que tinha, no entanto estava certo que estava redondamente enganado.
Suspeitava que estava doente, e disso... Disso não haviam dúvidas!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Secret Story 3 - Petra
Não tenho nada contra a garota, mas é um facto que defeca a cada sílaba que profere...
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Momento constrangedor é...
Momento constrangedor é aquele em que o teu Urologista te examina a zona genital durante um exame de rotina e ao perceber o teu desconforto te diz - "Encoste-se para trás e relaxe."
Tu encostas-te para trás, relaxas e quando te dás conta, estás a passar-lhe os dedos pelo cabelo...
Isso é um momento constrangedor!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Rabos de Portugal
Nuno da "casa dos segredos 3" diz ter sido eleito em 2008 o melhor rabo de Portugal.
Não é um grande feito se atendermos ao facto de que José Castelo Branco da "Quinta dos famosos" vem sendo eleito há muitos anos o maior rabo de Portugal.
Não é um grande feito se atendermos ao facto de que José Castelo Branco da "Quinta dos famosos" vem sendo eleito há muitos anos o maior rabo de Portugal.
Bom fim de semana!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
De Gasparzinho com amor...
Gasparzinho, como lhe chamavam os pais era um previligiado. Talvez até demais.
Desde pequeno que os seus pais criaram todas as condições necessárias para que nunca lhe faltasse rigorosamente nada. Deram-lhe uma infância feliz, com muito carinho, amor e compreensão. Trabalhavam de sol a sol para garantir que o seu menino tivesse tudo que eles nunca tiveram, desde os brinquedos aos telemóveis passando pelas roupas de marca. Garantiram-lhe uma educação nas melhores escolas, fizeram empréstimos para que se formasse e um dia pudesse vir a ser alguém. Aos dezoito anos abdicaram de umas poupanças que tinham feito para "uma dôr de barriga" e ofereceram-lhe o seu primeiro carro. Como estava feliz o seu menino...
Mais tarde, quando Gasparzinho conheceu a mulher com quem viria a casar, ofereceram-lhe um apartamento na baixa da cidade que a custo tinham comprado com o dinheiro proveniente dos vários empregos que ambos tinham.
Casou. A bôda, os pais fizeram questão de lha oferecer. Tudo pelo seu menino.
Os anos foram passando e os seus pais envelhecendo. Cada dia estavam mais doentes e necessitados de cuidados. A casa onde viviam necessitava de obras urgentes dado o avançado estado de degradação que vinha acomulando ao longo dos anos pela inexistente manutenção. O pai começava a apresentar sinais de demência e a mãe já não tinha forças para cuidar dele sozinha.
Era altura de Gasparzinho fazer alguma coisa. Os papéis haviam-se invertido e Gasparzinho fez que tinha que fazer. Abandonou-os, mas não sem antes lhes roubar a casa em que viviam, o carro que ainda apesar de velho ia dando para os pequenos recados do dia-a-dia, o recheio a casa e o PPR que haviam feito para assegurar a velhice.
Afinal de contas eram os seus pais que tanto fizeram por si, que pagaram a sua formação que tão cara foi. Chegara a altura de retribuir tudo o que tinham feito por si e esta era a única forma de o fazer!
Desde pequeno que os seus pais criaram todas as condições necessárias para que nunca lhe faltasse rigorosamente nada. Deram-lhe uma infância feliz, com muito carinho, amor e compreensão. Trabalhavam de sol a sol para garantir que o seu menino tivesse tudo que eles nunca tiveram, desde os brinquedos aos telemóveis passando pelas roupas de marca. Garantiram-lhe uma educação nas melhores escolas, fizeram empréstimos para que se formasse e um dia pudesse vir a ser alguém. Aos dezoito anos abdicaram de umas poupanças que tinham feito para "uma dôr de barriga" e ofereceram-lhe o seu primeiro carro. Como estava feliz o seu menino...
Mais tarde, quando Gasparzinho conheceu a mulher com quem viria a casar, ofereceram-lhe um apartamento na baixa da cidade que a custo tinham comprado com o dinheiro proveniente dos vários empregos que ambos tinham.
Casou. A bôda, os pais fizeram questão de lha oferecer. Tudo pelo seu menino.
Os anos foram passando e os seus pais envelhecendo. Cada dia estavam mais doentes e necessitados de cuidados. A casa onde viviam necessitava de obras urgentes dado o avançado estado de degradação que vinha acomulando ao longo dos anos pela inexistente manutenção. O pai começava a apresentar sinais de demência e a mãe já não tinha forças para cuidar dele sozinha.
Era altura de Gasparzinho fazer alguma coisa. Os papéis haviam-se invertido e Gasparzinho fez que tinha que fazer. Abandonou-os, mas não sem antes lhes roubar a casa em que viviam, o carro que ainda apesar de velho ia dando para os pequenos recados do dia-a-dia, o recheio a casa e o PPR que haviam feito para assegurar a velhice.
Afinal de contas eram os seus pais que tanto fizeram por si, que pagaram a sua formação que tão cara foi. Chegara a altura de retribuir tudo o que tinham feito por si e esta era a única forma de o fazer!
sábado, 13 de outubro de 2012
Living la Vida loca
Fanny olhando Canuco Zumby:
Sabes lo que quiero, eu quero é Vida lôca.
Canuco Zumby olhando para Fanny:
Sabes lo que quiero, eu quero é Badalhoca...
Sabes lo que quiero, eu quero é Vida lôca.
Canuco Zumby olhando para Fanny:
Sabes lo que quiero, eu quero é Badalhoca...
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Prostituta de luxo?
Sinto-me enganado. Sinto-me humilhado, fustigado e atraiçoado.
Como podes tratar-me assim? Como consegues dormir de noite?
Tu não eras assim...
No início eras diferente. Não posso dizer que te amava, mas via um futuro em nós. Não posso dizer que eras perfeito mas podias dar-me o que eu queria. Não digo que me merecesses mas eras poderoso!
Conseguia ver-me para sempre a teu lado, caminhando juntos pela estrada da vida, trilhando e pontapeando as pedras do caminho. Sentia que nos completavamos, que juntos podiamos tudo, contra tudo e contra todos. Conseguia ver o futuro... E era tão lindo...
Tinha noção que ia ter problemas, estas uniões nunca ficam bem aos olhos da sociedade. Por um conservadorismo, por preconceito, sei lá... Há sempre uma oposição. Mas valia a pena. Tratavas-me bem. Prometeste-me este mundo e o outro e eu acreditei em ti.
Nunca esquecerei aquelas palavras que proferias ao ver-me renitente em assumir esta relação - "Sem ti eu não consigo. Eu preciso de ti Paulo!"
Tu respeitavas-me. Tu respeitavas a minha opinião, olhavas-me como um semelhante e não como agora, um escaravelho pestilento. Um emplastro submisso, uma puta de beira de estrada sempre pronta para ser humilhada e espezinhada à frente de tudo e de todos... Em troca de quê? Dinheiro. Apenas dinheiro.
É isso mesmo que tu vês em mim, um apêndice sem cérebro, sem vontade própria ou opinião. Apenas um meio de atingir objectivos que traçamos juntos e agora são teus. Uma cabeça que se baixa quando lhe perguntam - Então? E você que pensa disto?". Uma cabeça que se baixa e que chora por ser tão covarde. Por não ter a coragem de te enfrentar ou abandonar. Tu não me mereces Pedro!
Fazes sempre isto. Sempre que aparece alguém que te interessa mais, todos os outros passam a ser baratas nojentas. Ele também o será um dia... Esse teu novo "amigo". Como é que ele se chama? Vitor? Podes dar o recado ao "Vitor" por mim? Podes dizer-lhe que tenho pena dele, podes dizer-lhe que também ele é descartável. Também ele tem prazo de validade e mais dia menos dia far-lhe-ás o mesmo que a mim. Farás dele uma criatura sem identidade... Um pedaço de nada!
Como? Como? Como pode alguém mudar assim Pedro?
E eu? Como posso eu ter esquecido tudo que me ensinaram meus pais? Como posso eu olhar os meus pais nos olhos depois de tudo isto? Como? Como???
Um dia Pedro, um dia serei homem. Um dia acordarei pela manhã, olhar-me -ei ao espelho e perceberei que o respeito, a honestidade e a integridade valem mais que dinheiro. Nesse dia, vou ter contigo, vou entrar de rompante e bater com a mão na mesa. Vou magoar-me é certo mas estarei farto. Nesse dia estarei farto de ti, do teu partido e das tuas merd@s. Estarei farto de ser a carta fora do baralho, a meretriz que visitas, fodes e nem perguntas se gostou. Estarei farto!
Mas esse dia ainda não chegou. Beijos!
Sempre teu, Paulo Portas
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Contra os coirões marchar, marchar!
Hoje, 5 de Outubro dia da comemoração da Implantação da República o caríssimo Presidente da República Aníbal, se sua graça Cavaco Silva demonstrou uma vez mais o quão está a anos luz de estar à altura do cargo que ocupa.
A implantação da República é uma comemoração do povo. Povo este que foi pura e simplesmente impedido de assistir às comemorações sem que pudesse ter uma palavra a dizer acerca do assunto.
Isto não faz lembrar nada?
Cá para mim, Aníbal sentiu saudades dos seus tempos de "simpatizante" da PIDE...
Somos governados não por homens mas por ratos. E se os ratos são os primeiros a abandonar o navio quando este afunda como está a afundar Portugal, que futuro nos pode garantir esta gente?
Bom, ao menos foi honesto ao hastear a bandeira nacional de pernas para o ar. Demonstra o respeito que tem por ela, por Portugal e pelo povo que o elegeu!
Vai apanhar cavacos!
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Procurando Gambuzino
No sábado de manhã como de costume fui ao mercado fazer umas compras, gosto do contacto com as pessoas, o cheiro das flores misturado com o cheiro dos fumados, os queijos e o suor dos vendedores. E foi aí, no mercado que o avistei ao longe. Nunca mais consegui tirar os olhos de si. Dos seus olhos. Do seu olhar. E senti que o seu olhar, assim como o meu viu mais além do mundano. Viu dentro de mim e sorriu. Só para mim. Todas as pessoas, todas as barracas, todas as verduras e carnes frescas desapareceram por instantes. Só existia eu e o meu Gambuzino.
Não contive o meu sub-consciente e sorri. Desviei o olhar e comecei a correr por entre o povo. O Gambuzino seguiu-me. Senti-me tão bem. Tão fresca como uma alface. Tão rija como uma cenoura. Tão forte como uma beterraba. Cansei-me rápido e aí senti-me tão gorda como um melão.
Alcançou-me e beijou-me tirando-me o fôlego. O pouco fôlego que me restava confiscou-o para si. Que bem beijava o Gambuzino. Perguntei-lhe o seu nome. Negou-me o pedido, em vez disso disse-me: - "Se me amas verdadeiramente encontrar-me-ás pela cidade. Por ora serei apenas o "Gambuzino" e tu a caçadora. "
Tenho apenas até dia 14 para o encontrar, data em que imigrará para trabalhar na construção em África. O país não lhe permite que fique mais tempo. Ninguém aguenta tanto imposto, nem mesmo um Gambuzino bonito e charmoso.
Sinto-me confiante, sinto que serei bem sucedida. Sinto que algum poder maior me ajudará nesta jornada do amor e me presenteará com um último sorriso, um último beijo, um último pôr-do-sol nos braços do meu Gambuzino.
Ass: Caçadora de gambuzinos.
Actualizado ao segundo em : Á PROCURA DO GAMBUZINO by Fátima Barros.
Seguro? Seguríssimo!!!
"Parlamento é a assembléia dos representantes eleitos pelos cidadãos nos regimes democráticos e exerce normalmente o poder legislativo."
Pela segunda vez consecutiva O PS "abstém-se" numa decisão importante para o país. Uma decisão que acarreta responsabilidade. A mesma responsabilidade pela qual 230 deputados, 97 dos quais pertencentes à bancada do PS são pagos a peso de ouro. São uma classe previligiada. Enquanto nós, os reles pagamos a factura com uma parte monstra do nosso já muito esmifrado salário, os senhores deputados são "excepção". Têm ordenados milionários, viaturas de serviço para si e como todos sabem ao serviço da família, ADSE, despesas de representação e subsídios intocáveis. Para quê?
Para se absterem de tomar uma decisão. Para não fazerem o seu trabalho. Ou seja, 97 deputados com ordenados na ordem dos 3000 euros um ano inteiro e não fazem rigorosamente nada.
Ora sabendo que no espaço de um ano já é a segunda tomada de decisão a que cobardes, os senhores deputados rosa fogem da responsabilidade, a um custo por cabeça de 3000 euros mensais (fora regalias e subornos) quer-me parecer que o PS nos roubou no último ano qualquer coisa como 3.492.000 euros...
Ganhem vergonha e vão trabalhar!!!
Pela segunda vez consecutiva O PS "abstém-se" numa decisão importante para o país. Uma decisão que acarreta responsabilidade. A mesma responsabilidade pela qual 230 deputados, 97 dos quais pertencentes à bancada do PS são pagos a peso de ouro. São uma classe previligiada. Enquanto nós, os reles pagamos a factura com uma parte monstra do nosso já muito esmifrado salário, os senhores deputados são "excepção". Têm ordenados milionários, viaturas de serviço para si e como todos sabem ao serviço da família, ADSE, despesas de representação e subsídios intocáveis. Para quê?
Para se absterem de tomar uma decisão. Para não fazerem o seu trabalho. Ou seja, 97 deputados com ordenados na ordem dos 3000 euros um ano inteiro e não fazem rigorosamente nada.
Ora sabendo que no espaço de um ano já é a segunda tomada de decisão a que cobardes, os senhores deputados rosa fogem da responsabilidade, a um custo por cabeça de 3000 euros mensais (fora regalias e subornos) quer-me parecer que o PS nos roubou no último ano qualquer coisa como 3.492.000 euros...
Ganhem vergonha e vão trabalhar!!!
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Girls in traffic
Depois de ver ontem duas mulheres (uma é nossa conhecida mas não vou dizer quem é) a discutir no trânsito, dois carecas a discutir as vantagens e desvantagens entre uma escova e um pente já não me parece tão descabido assim...
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Get a room Pedro...
Pedro Passos Coelho considerou demitir-se após ouvir as declarações de Paulo Portas no passado domingo. Um pouco como as gajas estéricas que consideram cortar os pulsos quando ouvem as palavras "Já não te amo".
Arranjem um quarto... A sério, vão lá que eu pago!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Daniela... Agora não dah!!!
Mas para ser sincero, era muito mais interessante ver a Daniela Nuah...
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Secret story 3
Ao assistir à apresentação dos concorrentes à casa dos
segredos, a modos de que me assaltam sem aviso uma báscula de questões
fisico-filosofico-matemático-leslislativas, das quais destaco a título de exemplo:
- Supondo que as palavras pudessem ser convertidas em matéria
orgânica e o falar numa acção de despejo, e sabendo que as flautulências podem ser
quantificados em litros, quantos quilos de merd@ poderão então ter sido emitidos a noite
passada nos estúdios da TVI?
- E sabendo que agora as emissões de matérias poluentes acima dos limites impostos por lei sujeitam o agente emissor (concorrentes) ou responsável legal (TVI) a coima, não deveria alguém ser responsabilizado por tamanho vazamento escremental?
- E se por curiosidade meramente científica, perfilassemos os vinte e três concorrentes numa câmara
herméticamente fechada com as cabeças encostadas orelha com orelha, será que conseguiríamos provar que
sim, o som se propaga no vazio e que sim, é possível viver e sobreviver quando
desprovido de massa encefálica sem auxílio de máquinas de suporte básico de vida, vulgo SBV?- E sabendo que agora as emissões de matérias poluentes acima dos limites impostos por lei sujeitam o agente emissor (concorrentes) ou responsável legal (TVI) a coima, não deveria alguém ser responsabilizado por tamanho vazamento escremental?
- E ainda no campo da ciência, se trocassemos as cabeças dos concorrentes com vinte e três burros, quem ficaria a perder? Poderiam as associações de protecção animal ter uma base credível para avançar para um processo cível por actos de humilhação animal?
- Do ponto de vista educacional, deveriam estar estes jovens dentro da casa sabendo que as aulas para o ensino básico começaram hoje?
- Legalmente, não deveria um casal que gera tais espécimes, ver-se obrigado à realização de uma vasectomia (o senhor) e laqueação de trompas (a mãezinha) comparticipadas pelo estado dado ser uma acção de utilidade pública?
- Será correcto por parte da TVI usar deficientes mentais na realização de tal programa? Onde ficam no meio disto tudo os direitos humanos, nomeadamente o direito à dignidade?
- Economicamente falando, quanto valeriam no mercado negro tais cérebros dado o se irrepreensível estado de conservação? A bem dizer nunca foram usados, logo aos olhos da lei são novos.
- E não deveria haver um pastor lá dentro como na última edição para controlar tanto vaquedo?
Programa interessante este... Dá que pensar!
P.S.- Nós, gentes do Norte renegamos por completo os concorrentes que se dizem ser de cá. Nunca os vimos, não sabemos quem são. Não nos assistem!!!
P.S.- Nós, gentes do Norte renegamos por completo os concorrentes que se dizem ser de cá. Nunca os vimos, não sabemos quem são. Não nos assistem!!!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Ironia da paixão - Parte II
No seguimento de Ironia da paixão - Parte I...
(...)
De imediato tirou um lenço da carteira e começou a limpar o sangue que cobria a cara do pobre homem enquanto se desfazia em mil desculpas. O homem moribundo sorria e dizia: - "Não se preocupe menina, estas coisas acontecem..."
Com as mãos trêmulas tirou o telemóvel da carteira, chamou uma ambulância e ficou ali sentada no chão com a sua cabeça no colo enquanto a ajuda não chegava. Ficaram ali quietos sem falar. Trocaram olhares de esguelha como duas crianças envergonhadas. Dois estranhos no meio da rua, no meio das pessoas, dos carros e dos prédios. Dois estranhos numa cidade que por momentos não tinha ninguém, apenas eles. Dois estranhos unidos pela ironia do desamor. Dois estranhos unidos pelo ódio, pela traição e pelo infortúnio.
A ambulância chegou. De imediato o homem foi colocado sobre a maca, imobilizado e estabilizado. Não corria perigo. Quando iam coloca-lo dentro da ambulância aproximou-se dele e colocou-lhe um pequeno papel na mão e sussurrou-lhe ao ouvido - "Liga-me".
Ele sorriu e fechou a mão. Enquanto o colocavam na ambulância respondeu - "Descansa, em breve terás noticias minhas". As portas fecharam-se e em poucos segundos a ambulância desapareceu por entre as ruas, as pessoas, os carros, os prédios.
Dias passaram sem que ouvisse falar nele. Uma semana depois e já prestes a perder a esperança de o voltar a encontrar, ao abrir a caixa de correio pela manhã lá estavam as tão esperadas notícias. Sentiu uma alegria indescritível apoderar-se de si, uma sensação de frescura percorrer o seu corpo como não sentia há muito tempo. Uma vontade insana de saltar para o meio da rua e dançar como se das árvores emanasse música. Correu para dentro de casa e com as mãos a tremer abriu a carta.
O sorriso deu lugar a lágrimas.
A carta era dele sim, mas era uma intimação para comparecer em tribunal...
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Crónica de Rodrigo Guedes de Carvalho: E a besta é o cão?
É uma ironia dos tempos modernos, que pode causar confusão aos mais imberbes alunos de Comunicação Social, que devem andar a aprender, como eu aprendi, que uma boa definição de notícia não é um cão morder um homem, mas sim um homem morder um cão. Se assim é, que se passa? Nas últimas semanas de Agosto, houve um inesperado número de incidentes em cadeia, no que diz respeito a ataques de cães a pessoas. Somados, quase à média de um por dia nas páginas dos jornais ou nas televisões, poderia perceber-se, erradamente, que se tratava de uma epidemia, ou seja, de uma proliferação de casos “iguais”. Não são, de todo. Qualquer análise séria conclui, sem dificuldade, que se tratam de situações bem diferentes, pese embora uma mesma raça de cão estar presente em mais do que uma história, e todas elas terem o mesmo desfecho anunciado: o cão em causa foi de quarentena, e será abatido dentro de pouco tempo. Sobre esta sentença que não levanta indignação que se veja, já lá iremos. Primeiro, é importante entender que, por mais que defenda os direitos dos animais, não sou fundamentalista ao ponto de não perceber que um cão, ou outro animal, é perfeitamente capaz de “se passar”, como qualquer um de nós. Neste sentido, há situações, sim, em que se torna incompreensível que um cão ataque, situações em que o animal é, sim, “culpado” do seu crime. Mas basta reflectir um pouco, analisar os recentes incidentes, ou outros mais antigos, para concluir que as situações sem aparente explicação são uma raridade. Normalmente, o que acontece é o desastre que se adivinhava quando se vêem as circunstâncias, ou se pensa na “qualidade de vida” dos cães em causa. Regra geral, pertencem a pessoas que não têm a mínima consciência do que significa serem donos de um animal, muito menos quando se aventuram a escolher as chamadas raças potencialmente perigosas. Ponto básico: se são consideradas potencialmente perigosas, há uma razão para pensar mil vezes antes de optar por elas. Ponto básico número dois: a expressão “potencialmente” é a chave. Significa que nas mãos de um mau dono, a potencialidade torna-se realidade. Já é do senso comum, mas ninguém parece quere perceber. Obviamente que um pequeno caniche também pode ter um comportamento agressivo, mas basta pensar no porte de alguns cães para se entender que a “potencialidade de perigo” de uns é porque, quando se chateia, provoca danos terríveis, muitas vezes fatais. E o que vemos, nos casos mais badalados de Agosto? Uma continuada, inacreditável irresponsabilidade de muitas pessoas que têm estes cães. Pessoas que teimam em ter animais sem saberem, ou quererem saber, das noções mais básicas em relação aos animais, no que respeita a respeitarem um líder, sentido de território, stresse causado pela falta de atenção ou exercício, pessoas que não sabem, ou não querem saber, que um cão é, essencialmente, o espelho do seu dono, até porque um cão “pensa”, à sua medida, que é isso que é suposto fazer, é isso que o dono espera dele. Numa das histórias, os pormenores são tão claros, tão prenunciadores de desastre, que causa uma enorme confusão que o nosso sistema para lidar com os casos continue a ser abater o cão em vez de multar ou prender o dono. Numa das histórias, repito, um cão atacou a mãe do seu dono, um ataque que se revelou mortal. Começa-se a puxar pelos pormenores, e que temos? O indivíduo tinha escolhido, nada menos, do que um arraçado que misturava sangue de pittbull com leão da rodésia. E mantinha esta bomba-relógio fechada num apartamento exíguo, de onde o cão raramente saía, para se exercitar, destressar ou socializar. Que surpresa, que este cão fosse uma pilha de más vibrações, um desastre à espera de acontecer. Mas o que mais revolta é saber o que vai acontecer, porque é que acontece sempre nestes casos. O animal vai ser abatido, e o indivíduo, depois de encolher os ombros e assobiar, há-de arranjar outro, que manterá nas mesmas condições. Como todos os outros que procuram cães potencialmente perigosos, com os quais afirmam uma triste, patética e repugnante posição de agressividade perante os outros. É, para muito cobarde, a única forma de se fazerem maus, ou temidos. E tudo isto vai continuar enquanto este tipo de gente não for punida a sério. A solução de mandarmos abater cães não adianta um centímetro ao nosso sentido de civilização.
Rodrigo Guedes de Carvalho em tv mais
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
E o melhor do mundo é...
Cristiano Ronaldo ou Messi? Messi ou Cristiano Ronaldo?
Messi ou Ronaldo, Ronaldo ou Messi?
Messi. Ronaldo!
Ronaldo . Messi.
Nem um nem outro.
Como diria o grande Fernando Pessa,
Iniesta hein?
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Ironia da paixão - Parte I
Já o segue há um bom par de horas. Por dentro sente como que uma tensão, uma electricidade, uma força muito superior a si própria. Tenta controlar-se como pode mas a vontade de o magoar é grande e não irá aguentar muito mais tempo. O seu sub-consciente anseia terrivelmente vê-lo sofrer tanto ou mais do que ele a fez sofrer a ela. Quer vê-lo agonizar, sofocar, restejar e pedir misericórdia. O amor que outrora sentiu por ele transfigurou-se neste horrível sentimento, este negro desejo de o martirizar, esta vontade insana de vingança.
O seu mundo e a sua vida têm agora de pano de fundo um cenário pintado a negro, feito de sombras e vultos, rios de sangue correm por entre campos de flores púrpura sob um céu cinzento, pesado e com cheiro de desgraça. Assim é a vida agora. Do momento que acorda ao momento que se deita todos os seus pensamentos projectam dôr. O seu coração deseja apenas o caos. E tudo, tudo graças a ele!
A tensão e a fúria aumentam à medida que o tempo passa e a distância que os separa físicamente se torna menor. Não resiste mais, não consegue. Fecha os olhos e lança-se sobre ele deixando que a sua mágoa tome as rédeas do seu corpo. Disfere um golpe pelas costas que o deixa quase inconsciente prostado no chão. Sente uma força percorrer o seu corpo como nunca havia sentido antes. Socando e pontapeando vai extravazando toda a fúria e toda a frustração que vem acomulando desde a separação. À medida que o tempo vai passando vai ficando cansada e perdendo as forças até que cai ao lado dele sem forças sequer para levantar o braço uma última vez.
Chora como já não se lembrava de chorar. Aproxima-se dele e com as poucas forças que lhe restam vira-o para si, quer ver a sua cara uma última vez antes de dar este assunto como encerrado e virar uma nova página na sua vida.
O seu coração quase parou ao vê-lo.
"Mas... Mas... Quem é este homem?"
Merda! Merda! Merda!!!
(continua...)
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Fanny, not funny - Parte II (um bocadinho mais à direita)
Que hoje em dia qualquer alarvidade seja notícia já não me espanta, o que ainda me espanta é que continuem a colocar as notícias no sitio errado...
Sou só eu que acho que o separador adequado a esta notícia não é o separador Televisão???
(é um bocadinho mais à direita)
Imagem retirada do Portal IOL.
P.S. Antes de irem lá ler a noticia é importante que leiam isto.
Sou só eu que acho que o separador adequado a esta notícia não é o separador Televisão???
(é um bocadinho mais à direita)
Imagem retirada do Portal IOL.
P.S. Antes de irem lá ler a noticia é importante que leiam isto.
sábado, 25 de agosto de 2012
Falso alarme
Falso alarme é quando as palavras que tanto esperamos ouvir da cara-metade - "Abre-me aqui o pacote" vem acompanhadas de um pacote de bolacha Maria... Isso é falso alarme!
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